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  • Categoria: Jornalismo
  • Escrito por Fábio Ramalho
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Informação para a população ou linha de produção jornalística sem o mínimo de critério

Em janeiro de 2015, uma matéria publicada pelo portal Olhar Digital já alertava sobre o uso de robôs para redigir textos nas principais agências de notícia do mundo (leia no link http://olhardigital.uol.com.br/noticia/veiculos-comecam-a-usar-robos-que-escrevem-materias/46524).

 

Exemplo dos perigos que implicam o uso sem critério dessa tecnologia – chamada Wordsmith, também usada em solo brasileiro –, pôde ser visto nesta quarta-feira (27), em matéria publicada pelo portal do Jornal O Estado de S. Paulo. O colega responsável pela postagem colocou uma foto da Banda Kiss ilustrando uma matéria a respeito das homenagens às vítimas do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, tragédia que em 2016 completa três anos.

O robô que deve ter feito o texto, na hora da publicação trocou a imagem da boate com a da banda, Falha aceitável, se você pensar que aquilo é uma máquina. Mas, estamos falando de um dos principais jornais do país. Qual é o critério que querem implantar na sua redação? Onde fica o crivo e a sensibilidade do jornalista profissional?

O ocorrido não passou despercebido aos internautas que, imediatamente, começaram a mandar mensagens criticando a matéria. Selecionamos duas:

"Que coisa horrenda hein. Muito nada haver (sic) a imagem, o que a banda Kiss teve com o acidente ocorrido? Ultimamente têm aparecido erros bem grotescos na página do Estadão. Vamos abrir o olho!!!", chamuscou o leitor Thiago Bastos.

"Editor e revisor do Jornal vamos acordar! Uma foto da banda Kiss estampando a matéria sobre a boate Kiss??????????????", escreveu Duda Schwarzbach.

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