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  • Categoria: Jornalistas
  • Escrito por Fábio Ramalho
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Jornalismo perde Milton Bellintani

Na madrugada desta terça-feira (03), o jornalismo brasileiro perdeu um de seus ícones. Milton Bellintani, 53, vítima de uma parada cardíaca.

Milton coordenou o Projeto Repórteres do Futuro, foi editor de diversas publicações da Editora Abril (1978/2001), editor-adjunto do caderno Cotidiano, da Folha de São Paulo. Coordenava a Comissão da Verdade do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, era o diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política e foi voluntário e diretor-executivo da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo.
Com pesar, o Movimento Jornalistas Pró-Conselho lamenta essa grande perda. Seu corpo será cremado nesta quarta-feira (04), no crematório da Vila Alpina, às 12h30.

Abaixo segue o e-mail emocionado escrito por Fred Ghedini.

Milton Bellintani: sentimos tua falta

A notícia da morte do amigo e colega Milton Bellintani me pegou como um raio. Falei com ele ontem ao telefone. Prometi retomar a conversa mais tarde, o que acabou não acontecendo. Agora, resta a sensação bem estranha de que a conversa nunca mais será retomada. E olha que tínhamos tanta coisa para falar e para fazer...
Conhecia o Milton desde os anos 1980, época que já se anunciava difícil para no nosso Sindicato (situação que era uma tênue sombra do que aconteceria mais para adiante, com os jornalistas e com o Sindicato). No início dos anos 1990 ele participou de uma junta governativa no Sindicato, quando não se conseguiu formar chapara para a sucessão do Robson Moreira como presidente.
Nos afastamos por um longo período. Acabamos nos reaproximando em 2013: eu na assessoria de imprensa da presidência da Câmara Municipal de São Paulo, ele como diretor da Escola do Parlamento, onde cuidava, entre outras coisas, de lecionar Jornalismo para os Repórteres do Futuro. Foi essa reaproximação que me deu boa parte do alento para retomar a trajetória pelo conselho profissional dos jornalistas.
Acho que posso falar em nome dos colegas que o conheceram nestes últimos dois anos e meio. Inteligência, capacidade de análise, presença ética, lealdade, respeito e conhecimento da história da resistência dos jornalistas e do povo brasileiro são algumas coisas que precisamos falar ao lembrar de você, Milton. Tudo o que você fazia era com dedicação, era de coração. Um exemplo impressionante, nesses tempos em que quase tudo se liquefaz.
Todos nós, nosso movimento, sentiremos (já temos sentido, pois a luta difícil pela sobrevivência enquanto jornalista já havia te afastado do nosso convívio desde a saída da Câmara) muito tua falta, Milton Bellintani. Você honrou nossa profissão, nossa amizade, nossas histórias.
Viva Milton Bellintani!
Em nossos corações, em nossa memória, em nossa companhia. Saiba você, saibam todos: Milton Bellintani continuará conosco. Para sempre!

 

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