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  • Categoria: Manifesto
  • Escrito por Fábio Ramalho
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Porque um conselho profissional de jornalistas

Preâmbulo

O Movimento Jornalistas Pró-Conselho convida colegas, associações, instituições, brasileiros e brasileiras em geral – jornalistas ou não – a participarem das jornadas de debate e de luta até a constituição do conselho profissional de jornalistas, instrumento de fortalecimento do Jornalismo e da democracia brasileira.

O Movimento Jornalistas Pró-Conselho teve início em abril de 2013. Realizou o seu I Encontro em 28 de março de 2015, na sede regional da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, e se propõe a organizar atividades e a mobilização necessária para a criação do conselho profissional, com base no acúmulo de discussões realizadas anteriormente e envolvendo amplamente os jornalistas e os mais diversos segmentos, grupos de interesse e correntes de opinião da sociedade brasileira.

Manifesto

O Movimento Jornalistas Pró-Conselho propõe aos colegas brasileiros o debate e a união dos profissionais do Jornalismo com o objetivo reafirmar a necessidade do jornalismo enquanto profissão, reconquistar o respeito mútuo no meio jornalístico, resgatar a dignidade da categoria e angariar o reconhecimento público do nosso papel social: na luta pelas liberdades; como responsáveis por suprir o direito à informação da sociedade brasileira em sua diversidade e como defensores da dignidade da pessoa humana, conforme estabelece a Constituição Federal.

Entendemos que um conselho profissional de jornalistas é o instrumento adequado para garantir que o jornalismo e os jornalistas cumpram de fato o papel que lhes cabe na democracia brasileira e que a luta pela sua conquista é tão mais importante neste momento em que se questiona a própria existência do jornalismo como profissão.

Assim, o Movimento Jornalistas Pró-Conselho entende que um conselho profissional de jornalistas deve:

1 – Fazer a defesa da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e dos direitos fundamentais dos cidadãos definidos na Constituição Federal;

2 – Se constituir em canal permanente de diálogo com a sociedade brasileira, em sua diversidade de interesses e de pensamentos;

3 – Defender um jornalismo plural, em consonância com a diversidade de interesses e opiniões existentes na sociedade brasileira;

4 – Atuar como indutor da ética e das melhores práticas no exercício da profissão, com base no princípio profissional da Liberdade com Responsabilidade, cobrando dos veículos de imprensa e dos profissionais um jornalismo baseado nas melhores práticas e nos preceitos éticos da profissão;

5 – Defender os profissionais no exercício do Jornalismo de forma complementar ao que é feito pelas organizações e instituições já-existentes, tratando com a mesma consideração todos os jornalistas, sejam eles empregados, free lancers, autônomos ou empreendedores;

6 – Juntamente com as demais associações e organizações dos próprios jornalistas e da sociedade, contribuir com a melhora da qualidade de ensino de Jornalismo no país.

Uma das consequências da luta do Movimento Jornalistas Pró-Conselho deve ser a difusão e o debate, não só entre os jornalistas profissionais, mas também na sociedade brasileira em geral, do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, aprovado em Congresso Nacional de Jornalistas organizado pelos sindicatos de jornalistas e pela Fenaj em 2007, visando sua permanente atualização, sempre levando em conta a experiência das entidades e associações de jornalistas já-existentes.

Colegiado diretivo do Movimento Jornalistas Pró-Conselho: Bia Bansen, Camilla Rigi, Costa Carregosa, Dal Marcondes, Eugênio Araújo, Franklin Valverde, Fred Ghedini, João Negrão, Luciano Martins Costa, Milton Bellintani, Pedro Nastri e Wagner Belmonte.

Agosto de 2015.