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  • Categoria: Movimento
  • Escrito por Fábio Ramalho e Fred Ghedini
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Sindicato recebe Jornalistas Pró-Conselho

Integrantes do Movimento Jornalistas Pró-Conselho participaram de uma reunião com Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo (SJSP). O fato ocorreu na quarta-feira 20 de janeiro, no auditório Vladimir Herzog, do Sindicato, e teve como pauta a retomada dos debates sobre a construção do conselho profissional de jornalistas.

Abrindo a reunião Fred Ghedini fez um breve relato sobre o Movimento, como se originou e qual a importância de retomar a discussão sobre a formação de um conselho para os profissionais de jornalismo. Em seguida, passou a palavra para o presidente do Sindicato.

Paulo Zocchi ressaltou que a base para retomar as discussões sobre a formação do conselho profissional dos jornalistas é a organização clara dos debates com a categoria, mas que o primeiro passo que ele daria seria levar o assunto para uma reunião da diretoria do Sindicato.

“Enviaremos para o Sindicato nossa agenda de discussões sobre o tema. Na nossa visão, este é um assunto que precisa passar por um debate público, com a participação efetiva dos jornalistas, de suas organizações e também de quem mais se interessar na sociedade brasileira”, disse Ghedini, em resposta a Zocchi.

Com a proposta de levar à categoria as discussões sobre o tema e juntar forças com as entidades historicamente já constituídas de defesa dos profissionais, a reunião foi um passo importante no sentido de desmistificar a ideia de que a formação do Movimento Jornalistas Pró-Conselho aconteceu como uma forma de dividir a categoria ou de interferir nos temas que são da competência dos sindicatos ou da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Um papel distinto das entidades existentes

“O que estamos propondo é a formação de uma entidade que cumpra um papel distinto do que já é realizado hoje na defesa das bandeiras de interesse dos jornalistas,” explicou Dal Marcondes, membro do Colegiado diretivo do Movimento Jornalistas Pró-Conselho.

Dal ressaltou que o jornalismo como profissão passa por um grave período de desconstrução. O enfrentamento da situação exige a união e não a divisão da categoria. Argumentou ainda que “precisamos construir uma unidade para reagir nesse grave momento, buscando resgatar a imagem e o papel do jornalista junto à sociedade, colocando na mesa que temos uma função estratégica na democracia”.

Fábio Sanchez, também do Jornalistas Pró Conselho, observou que vê a necessidade de um organismo que atue na linha de um Conselho Nacional de Comunicação. Entende que isso é mais importante do que a criação de uma organização do tipo do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), conforme proposta dos sindicatos e da Fenaj que o ex-presidente Lula encampou o enviou como projeto de lei ao Congresso em 2004.

Salientou também que atualmente está sendo finalizado um texto para servir de motivador nas discussões sobre o tema a ocorrerem durante o II Encontro dos Jornalistas Pró-Conselho, em 26 de março próximo, no Rio de Janeiro. A ideia é de tornar cada vez mais clara e detalhada a proposta de conselho que será defendida pelo Movimento.

A reunião prosseguiu com um debate sobre os diferentes papéis dos conselhos profissionais e daqueles voltados para o debate do ambiente geral da comunicação e das questões regulatórias na área. Esse debate não prosseguiu. Os participantes da reunião entenderam que ele deve ser feito, de forma mais aprofundada, no II Encontro, no Rio de Janeiro.

O mais importante: os jornalistas devem juntar forças

Para os 13 participantes o resultado da reunião foi muito positivo, principalmente diante da fala do presidente do SJSP que deixou claro ser favorável à existência de um órgão voltado para as questões profissionais e gerais da categoria, responsável por temas que vão além do âmbito de atuação das entidades sindicais.

Fábio Sanchez sintetizou o pensamento geral dos participantes da reunião ao lembrar que o enfrentamento do desafio da construção de um conselho profissional não pode prescindir de iniciativas como a que representa o Movimento Jornalistas Pró-Conselho, mas que é essencial obter a unidade com as instituições que historicamente representam a categoria. “Não interagir com o Sindicato ou com a Fenaj (nessa trajetória) é como se faltasse um membro da família”, disse.

Antes de deixar a reunião, Zocchi se colocou à disposição para participar de uma nova conversa, ao reafirmar a ideia que originou o encontro de 20 de janeiro: “Vamos reagendar com o Schröder uma nova reunião para debater essa questão também com a Fenaj”.

É que inicialmente a agenda havia sido feita com a presença dos dois presidentes: Schröder, da Fenaj, e Zocchi, do Sindicato. Mas o primeiro não pode comparecer por problemas de saúde na família. A mesma coisa aconteceu com o colega Moura Reis, diretor da ABI em São Paulo, que lamentou não poder estar presente